A hora da bruxa nos bebês

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Sempre digo que a maternidade foi um tapa na minha cara e por mais que eu me achasse preparada para ser mãe, a prática me pregou uma peça e trouxe mil dificuldades para lidar.
Me lembro que com o meu primeiro filho o fim do dia era (mais) um caos. Era um choro inconsolável que não havia peito que resolvesse, nem colo que acalmasses, nem música, nem balanço, nem nada. Por um tempo era desesperador e eu, como mãe de primeira viagem, ficava tão desesperada quanto ele. Pensava se podia ser dor, cólica, fome, fraldas, mas nunca descobria.

Depois de uns dias percebi que essas crises aconteciam sempre no mesmo horário. Por volta de 18 e 19h, quando eu estava ainda na licença maternidade, bem cansada do dia exaustivo com o bebê e meu marido não tinha chegado em casa do trabalho ainda. Aquele tempo de choro do bebê e a chegada do meu marido me parecia um tempo eterno. E, por ironia, eu sempre conseguia fazer o bebê dormir antes do meu marido chegar em casa, ou seja ele nunca via esse “filme de terror” comigo e sempre achava que eu estava exagerando ao falar que o bebê só chorava e eu não conseguia saber o que era.

Por algum tempo mediquei o bebê nesses horários achando que o mas provável era que ele sofria de cólicas, mas, aos poucos percebi que não resolvia e reparei que os episódios de choros agudos aconteciam no mesmo horário. Fiquei pensando que raio de cólica programação era aquela e comecei a buscar explicações para isso até que houve falar na expressão “a hora da bruxa” é tido passou a fazer um enorme sentido para mim.

A tal da hora da bruxa nada mais é do que um acúmulo de irritação ao fim do dia, no qual o bebê busca extravasar o estresse do dia e a estimulação que recebe direta ou indiretamente. Nessa hora o estresse do bebê se junta com o da mãe, já cansada também e o bebê, como uma esponjinha, absorve esses sentimentos e irritação e busca descarregar.

O choro da hora da bruxa é “sem motivo”, ou seja, não é dor, fome, frio, nada além de puro estresse e cansaço.

Bebês são como esponjas e absorvem tudo o que acontece no ambiente, principalmente o que se passa com a mãe, por isso a hora da bruxa é quase uma sessão de descarrego, de ambos os lados. O fim do dia culmina em bebês cansados pelos novos estímulos, atividades e descobertas, mas também pais cansados e com a paciência diminuída. O choro é quase inevitável.

Nessa hora o importante é criar um ambiente calmo e de conchego para o bebê, diminuir os sons da casa, reduzir as luzes, dar colo e ter muita paciência. O amor e o carinho da mãe é o que os pequenos querem para sentirem-se confiantes e seguros para relaxarem e o choro cessar.

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