Corram para as colinas…o Terrible Two chegou!

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O temido Terrible Two chegou por aqui. Mãe que é mãe cospe pra cima pra cair na testa. É fato! Quando eu não era mãe ou meu filho era um bebê, eu confesso que olhava com desdém aquelas crianças birrentas que se jogavam no chão do shopping ou faziam escândalo no supermercado. Eu olhava para os pais daquelas crianças julgando-os não serem bons pais ou que não sabiam dar limites aos filhos.

Aí vem a vida e, obviamente, dá aquela rasteira bem dada que faz você cair com a bunda no chão e ficar lá dolorida sem saber o que fazer. E foi assim que o Terrible Two, os terríveis dois anos ou também conhecido com a adolescência dos bebês, chegou por aqui.
E cadê aquele bebê fofo que habitava a minha casa há poucas semanas atrás? Quem é essa “nova” criança que faz um escândalo tão grande pra trocar a fralda que eu fico rezando para os vizinhos não ligarem para o Conselho Tutelar?


Pois é, o tal Terrible Two chega para todos, em maior ou menor intensidade. Quando meu filho chegou aos 1,7 anos, começou a saga do Terrible Two. Aliás, pelo que conversei com outras mães, essa fase não chega exatamente nos dois anos, virando uma chave automática, mas costuma sim chegar antes dos dois anos, para o nosso desespero.
Foi então que, no caos inserido na minha casa, com meu filho mais velho com 1,7 anos, cheio de ciúmes da minha filha mais nova com 30 dias de vida, para piorar a situação, que eu resolvi pesquisar e entender melhor esse tal de Terrible Two e verificar até quando minha sanidade mental seria mantida.

Nessa busca por informações eu descobri que essa fase inicia-se por volta de um ano e meio da criança e pode durar até os 3 anos, ou seja, comece a rezar já para passar logo e ninguém pirar de vez. Como conforto, pense que essa não é uma fase exclusiva do seu filho. Todos os bebês passam por ela, o que muda é a intensidade.

O Terrible Two é a fase em que a criança passa a se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais. De repente, a criança que antes era tida como obediente e tranquila, passa a berrar e espernear diante de qualquer contrariedade. Bate, debate-se, atira o que estiver à mão e choraminga cada vez que solicita algo. Diz “não” para tudo, resiste em seguir qualquer orientação, a aceitar com tranquilidade as decisões dos pais, para trocar uma roupa, sair de um local ou guardar um brinquedo. Para completar, não atende aos pedidos e parece ser sempre do contra. Para quem é pai ou mãe, essa é quase a descrição do inferno.

Não é raro as cenas ocasionaras pelo Terrible Two parecerem um show de horrores. Mas então, o que fazer?

Algumas dicas testadas e aprovadas por aqui podem ser válidas para outros pais também.

Não dê atenção imediata. Acudir esbaforidamente quando a criança fizer birras só vai aumentar a intensidade do caos. Desespero gera desespero.

Espere a criança se acalmar. Vai levar alguns minutos para que aconteça, mas a criança vai se cansar e voltará ao normal.

Fale com calma e na mesma altura da criança. Agache perto da criança para que ela sinta-se acolhida, afinal de contas, ela não compreende os sentimentos dela ainda, e nós como mães e pais, devemos ajudá-las. Tenha em mente que as crianças não estão fazendo de propósito e não é uma questão de educação, mas sim de confusão mental da criança que atinge uma nova fase de desenvolvimento.

Nunca grite. Gritar com a criança vai abrir precedentes para que ela entenda que é dessa forma que ela deve reagir para demonstrar o que quer ou deve trocar o diálogo pelo grito. Avise sempre que você não grita com a criança, portanto, ela não precisa gritar com você também. O mesmo vale para bater. Não perca a paciência e bata na criança ou ela entenderá que é essa a atitude que deve ter com você e com outras pessoas para conseguir o que quer ou demonstrar o que sente. Lembre-se que as experiências que a criança vive nos seus primeiros 1.000 dias de vida as moldam para a vida toda.

Olhe nos olhos. Olhe bem nos olhos da criança, diga que está tudo bem. Essa é uma atitude muito importante nessas horas para dar segurança. Lembre-se de que você é o adulto da situação.

Abrace forte. Logo a criança se sentirá segura e querida, afinal de contas, seu bebezinho está crescendo, ele tem um mundo inteiro para explorar e isso o assusta ao mesmo tempo que o excita. São sentimentos confusos e externados de maneiras extremas. A criança não faz a “birra” por maldade, apenas não entende e não sabe colocar para fora seus sentimentos como um adulto, através do diálogo. O abraço garante a segurança que a criança precisa para entender que, mesmo não sabendo o que está sentindo, a mamãe e o papai estão juntos dele e isso basta.

Ajude a criança a entender as próprias emoções e a lidar com elas. Tente traduzir o que a criança estava querendo lhe dizer ou mostrar, isso vai fazer com que ele confie em você. Mesmo que não seja 100% o entendimento entre vocês, a criança ficará feliz de você ter tentado entendê-la e confiará mais em você na próxima vez, fazendo com que os escândalos diminuam aos poucos e a criança consiga colocar para fora seus sentimentos através do diálogo. Não é um processo rápido, mas a repetição das suas atitudes sempre que ocorrer as crisesvai causar segurança na criança.

Faça a criança entender sua própria crise. Explique para a criança que não gostou do comportamento dela e que ela não precisa fazer aquilo, pois, a melhor forma de conseguir algo não é gritando e sim conversando.

Lembre-se sempre que bebês e crianças se sentem seguros com rotina e repetem situações inúmeras vezes para aprender e testar os pais. Tenha sempre uma sequência de ações para lidar com as crises do seus filhos, pois caso você tenha uma reação diferente a cada crise, mais difícil será para a criança entender sua própria atitude, o certo e o errado, além de confiar em você para interpretá-la.

Ninguém disse que lidar com o Terrible Two é fácil, mas é um mal necessário. Você é o adulto e deve controlar a situação. A criança está vivendo um turbilhão de emoções e precisa da sua ajuda para encontrar o equilíbrio. Não é uma tarefa fácil, mas tenha paciência!

Tem ou teve filhos no Terrible Two? Compartilhe aqui sua experiência e outras dicas. Vamos pirar juntos ou fazer um abraço coletivo. #tamojunto

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